REVISTA ENGSCIENCE (EDIÇÃO ESPECIAL)

Posted: Janeiro 12, 2017 in 2 - UNIPLAN

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Um conjunto de alguns poucos encontros de 80 minutos por semana. Uma centena de alunos em sala. Aula de sexta à noite. Disciplina de Tópicos de Física Geral e Experimental para alunos de 10º semestre da EC. Os encontros poderiam ser bem burocráticos, mas tirei uma das provas escritas que eu poderia aplicar e transformei essa nota em um desafio para a turma: o de elaborar uma revista que tratasse dos ramos principais da Física e suas aplicações diretas na Engenharia Civil. Da mais básica mecânica newtoniana, passando pelas provocações da Física Moderna, até mesmo chegando às discussões sobre estágio e pós graduação na área. E, minha nossa, que felicidade foi o resultado da aula!

Um grupo ficou encarregado de reunir, revisar, formatar e batizar a revista com os artigos produzidos pelos colegas. Eu mesmo estava bem ansioso e curioso pelo resultado final, tanto que não deixei ninguém colocar o dedo na impressão. Só mostrei à turma. E assim nasceu uma “edição especial” da revista EngScience.

Os grupos fizeram, na aula, a apresentação de cada artigo para os demais colegas. Mesmo numa sala tão numerosa, todos tinham que saber tudo do seu trabalho pois apenas um representante de cada grupo, sorteado na hora, deveria expor o texto produzido pela equipe. Como as exposições eram bem rápidas, os 18 grupos foram bastante objetivos e nada ficou cansativo.

O que me deixou mais satisfeito com a aula, e com os artigos, foram o exemplos de aplicação da Física na Engenharia Civil que foram levantados nos textos. E, confesso, por trás da intenção de solicitar esse trabalho estava meu interesse particular de ampliar minha percepção das interações entre ambas. E meu Deus! Quantas situações que eu até “via” e não “enxergava” … Fiquei quase louco com as 876.962.228 ideias de como contextualizar uma aula de Física para engenheiros civis que tenho agora na manga para, quiçá, um dia explorar.

Uma das alunas, que me auxiliava no sorteio dos apresentadores e trocava ideias comigo no decorrer das exposições, me relatava que reconhecia totalmente a importância dos cálculos na profissão dela, mas que momentos de INTERAÇÃO como aqueles – palavras dela – eram muito válidos e muito significativos. Aquilo me empolgou tanto. Me remeteu muito ao pensamento vygotskyano e aos pressupostos freireanos que despontam como caminhos totalmente em alta na educação de agora.

Talvez aprender seja isso… Estimular desafios, mobilizar naturalmente o conhecimento para atender aos nossos interesses; enfim, fazer com que nossas ações didáticas façam, de fato, SENTIDO. Procurar olhar o contexto da sala de aula “de fora”, como tenho feito nos últimos anos, tem me feito repensar tanto na profissão de professor, e me encoraja a ainda mais a buscar as melhorias e mudanças radicais pelas quais o Ensino de Física, pelo menos no âmbito da minha sala de aula, precisa passar.

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