Queridos estudantes,

Segue abaixo o material de nossas  aulas:

ESTUDO DIRIGIDO PARA REVISÃO – NP2

LISTA 7 – Derivadas e Integrais na Cinemática

AULA 7 – Cinemática com Cálculo Diferencial e Integral

LISTA 6 – Energia e Sua Conservação

AULA 6 – Energia e Sua Conservação

LISTA 5 – Movimento Vertical e 2ª Lei de Newton Parte 2

AULA 5 – Movimento Vertical e 2ª Lei de Newton Parte 2

ESTUDO DIRIGIDO DE REVISÃO PARA NP1

LISTA 4 – Leis de Newton

AULA 4 – Leis de Newton

LISTA 3 – Vetores

AULA 3 – Vetores e sua decomposição

Jogo Cinemática

LISTA 2 – MRUV

2 – MRUV – Movimento Retilíneo Uniformemente Variado

LISTA 1 – MRU

AULA 1 – Movimento Retilíneo Uniforme (MRU)

AULA 0 – Introdução ao curso

Plano de Curso – Matutino

Plano de Curso – Noturno

 

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Um conjunto de alguns poucos encontros de 80 minutos por semana. Uma centena de alunos em sala. Aula de sexta à noite. Disciplina de Tópicos de Física Geral e Experimental para alunos de 10º semestre da EC. Os encontros poderiam ser bem burocráticos, mas tirei uma das provas escritas que eu poderia aplicar e transformei essa nota em um desafio para a turma: o de elaborar uma revista que tratasse dos ramos principais da Física e suas aplicações diretas na Engenharia Civil. Da mais básica mecânica newtoniana, passando pelas provocações da Física Moderna, até mesmo chegando às discussões sobre estágio e pós graduação na área. E, minha nossa, que felicidade foi o resultado da aula!

Um grupo ficou encarregado de reunir, revisar, formatar e batizar a revista com os artigos produzidos pelos colegas. Eu mesmo estava bem ansioso e curioso pelo resultado final, tanto que não deixei ninguém colocar o dedo na impressão. Só mostrei à turma. E assim nasceu uma “edição especial” da revista EngScience.

Os grupos fizeram, na aula, a apresentação de cada artigo para os demais colegas. Mesmo numa sala tão numerosa, todos tinham que saber tudo do seu trabalho pois apenas um representante de cada grupo, sorteado na hora, deveria expor o texto produzido pela equipe. Como as exposições eram bem rápidas, os 18 grupos foram bastante objetivos e nada ficou cansativo.

O que me deixou mais satisfeito com a aula, e com os artigos, foram o exemplos de aplicação da Física na Engenharia Civil que foram levantados nos textos. E, confesso, por trás da intenção de solicitar esse trabalho estava meu interesse particular de ampliar minha percepção das interações entre ambas. E meu Deus! Quantas situações que eu até “via” e não “enxergava” … Fiquei quase louco com as 876.962.228 ideias de como contextualizar uma aula de Física para engenheiros civis que tenho agora na manga para, quiçá, um dia explorar.

Uma das alunas, que me auxiliava no sorteio dos apresentadores e trocava ideias comigo no decorrer das exposições, me relatava que reconhecia totalmente a importância dos cálculos na profissão dela, mas que momentos de INTERAÇÃO como aqueles – palavras dela – eram muito válidos e muito significativos. Aquilo me empolgou tanto. Me remeteu muito ao pensamento vygotskyano e aos pressupostos freireanos que despontam como caminhos totalmente em alta na educação de agora.

Talvez aprender seja isso… Estimular desafios, mobilizar naturalmente o conhecimento para atender aos nossos interesses; enfim, fazer com que nossas ações didáticas façam, de fato, SENTIDO. Procurar olhar o contexto da sala de aula “de fora”, como tenho feito nos últimos anos, tem me feito repensar tanto na profissão de professor, e me encoraja a ainda mais a buscar as melhorias e mudanças radicais pelas quais o Ensino de Física, pelo menos no âmbito da minha sala de aula, precisa passar.

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Era finzinho de tarde quando todos nós saímos para entrada do hotel, num frio tremendo. Muitos foram pra porta sem saber exatamente o que estava ocorrendo. Todo muno estava olhando para o céu. Era a passagem da Estação Espacial Internacional (ISS).

Demorei muito para achar, já estava ficando até triste. Um pequeno pontinho em movimento uniforme. Lembrei de uma situação semelhante, que tinha vivenciado meses antes, durante o Encontro Nacional de Astronomia (Enast), sediado em Brasília. Em um dos dias do evento fizemos uma observação de Vênus a olho nu, de dia mesmo. Aquilo foi muito legal, embora para mim fosse complicado ficar olhando pro céu claro, mas consegui ver esse planeta ali, de certa forma bastante expressivo. A passagem da ISS é bem comum e dá pra ver do hemisfério sul também.

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Que ironia do destino. Até definição acadêmica de planetário eu já elaborei (embora eu tenha conhecido outra melhor depois) e até então eu nunca tinha visto uma sessão sequer de um planetário “de verdade” (pois com o meu miniplanetário fiz inúmeras). E a primeira que eu assisti foi bem longe de casa.

O planetário de Saint-Bharthélemy não é grande, mas é aconchegante. A sessão foi bastante simples, falando sobre as constelações, em projeção digital, numa sessão completamente narrada em inglês que deve ter durado em torno de meia hora. Foi um momento bem emblemático para mim que passei a vida acadêmica envolvido com planetários itinerantes e agora estava tendo a oportunidade de ir em um real.

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Muita ansiedade e alegria pela partida! Nervosos mesmo só os integrantes das nossas famílias. Foi ápice de uma árdua luta de organização e divulgação dessa conquista. Nem eu nem a Marcella tínhamos ido à Europa antes e eu nunca imaginei ter essa oportunidade tão cedo, mesmo que para estudo, como foi o caso.  Nosso trajeto inteiro foi longo, mas só não superou a quantidade de escalas que o Lucas fez. De Brasília pegamos um vôo para Guarulhos/SP, e outro sem escalas para Milão. Doze longas horas, ainda mais pela euforia da ida e pelas novidades que viriam. O Lucas, além desses voos que mencionei, foi de carro da cidade dele, Ariquemes, até Porto Velho. De lá, pegou um voo até Goiânia e de Goiânia até Brasília. Ufa!

Essa “longa” viagem nem foi possível perceber ao retornarmos. Estávamos tão cansados no regresso com essa aventura que só acordamos com o cheiro das refeições no avião. Nossas baterias estavam tão gastas que nem levantar para ir ao banheiro foi necessário, dormimos em todo o voo. Na bagagem, muitos presentes e muitas histórias.

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Rotina rígida! Não tivemos tempo para descansar nenhum segundo. Foi uma atividade atrás da outra.

De todos os seres humanos participantes do acampamento eu fui o único a ter uma regalia: um apartamento inteirinho só pra mim! O detalhe é que esse aposento ficava na rua da frente e todo dia tinha que ir e voltar dessa instalação. Pense no frio que eu enfrentava logo cedo e ao fim do dia… Se meu amigo Roniel (o professor de sociologia que orientou a elaboração do vídeo do Lucas) tivesse tido sua ida para Itália financiada ele teria divido comigo uma instalação de primeira, com uma vista da janela sem igual. Penso que a minha visão só seja superada pela dos astronautas em órbita da Terra. Eu só via montanhas magníficas e neve, muita neve!

Os estudantes e as quatro professoras participantes do acampamento ficavam no hotel da cidade, onde fazíamos todas as refeições e assistíamos às palestras. Quando não estávamos nas palestras, estávamos entretidos com alguma atividade na neve ou visitas ao planetário ou ao observatório. Chegávamos exaustos ao fim do dia. Num ritmo tão intenso, esses cinco dias passaram num piscar de olhos.

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Por falta de um conhecimento mais preciso da duração dos deslocamentos por terra na Itália, nossa passagem de volta para o Brasil acabou sendo comprada pro dia 1º de janeiro de 2014. Resultado: em vez de passarmos o réveillon sob as águas do Oceano Atlântico tivemos que “acampar” no aeroporto por 30 horas. Isso mesmo T-R-I-N-T-A horas.

Essa espera toda foi até divertida, gastamos tudo o que não tínhamos em máquinas de comidas, chaveiros, ímãs de geladeira (clássicos…) e lembrancinhas para família e amigos. Sem opções de atividades, conhecemos o aeroporto inteiro, ficamos horas na internet e em livros até enjoar. Tinham alas no aeroporto que não havia ninguém, uma viva alma sequer. Mas não era bom “dar mole”: enquanto um cochilava, o outro ficava acordado. Uma senhora que se deparou conosco em certo momento nos ofereceu de tudo – bebida, comida – mas gentilmente recusamos, ela era estranha e parecia ligeiramente suspeita.

Na hora da virada do ano mesmo não escutamos nenhum barulho. Também pudera, quase ninguém ali; outra que não existe absolutamente nada ao redor do aeroporto de Milão. Eu estava no Facebook e a Marcella no Skype, nos comunicando com nossos conhecidos. Nessa situação inusitada, tiramos uma foto para as redes sociais improvisando um tripé para a máquina fotográfica, há mais de 11 mil quilômetros de casa.